Você é religioso?

“Religião não muda ninguém, ela apenas te dá argumentos para reflexões diversas”

Ouvi essa frase, na verdade um similar dela, hoje a tarde e automaticamente comecei a refletir.

Não consigo entender algumas posturas de religiosos independentemente da opção de crença. Para mim todo o fissura é prejudicial. Nada contra os religiosos fervorosos que praticam a sua crença assiduamente, mas tem uma hora que ultrapassa do limiar da razão para uma loucura induzida. O pastor, padre, pai de santo, ou mentor espiritual se torna o dono da verdade universal e seu grau de decisão e ponderação é anulado (chega a ficar perto do zero).

Não entendo como uma pessoa que viveu no “mundo” quando ingressa nas inúmeras igrejas distribuídas pelo Brasil começam a proferir que não pertencem mais ao mundo. Como se fossem superiores ou estivessem protegidos de quaisquer agrura da vida cotidiana.  Não escuto mais “músicas do mundo”, não freqüento mais os bares nos quais fazia farra ou bebia compulsivamente, deixei de ser homossexual quando encontrei Jesus, etc. Quando hipocrisia!

Não censuro ver os gostos mudarem após o ingresso de uma determinada pessoa num grupo de indivíduos religiosos que escutem um determinado tipo de música, que ajam de forma parecida ou freqüentem lugares comuns para se divertir e compartilhar a palavra sagrada, mas o extremismo me deixa inseguro dos benefícios que a mudança traz. Com o sentimento de soberba surge as intolerâncias, o fanatismo, as loucuras, as entregas que nem sempre são valorizadas pelo social.

Meu vizinho, por exemplo, escuta música evangélica nas alturas nos finais de semana. Será que ele gostariam de ouvir pagode, ou axé ou alguma outra música com letras românticas ou versos que tragam a reflexão? E os filhos do meu vizinho que são adolescentes, será que a obrigatoriedade de ouvir aquilo é bem aceito? Se for até quando. As vezes me lembro dos filmes de ficção científica que fazia lavagem cerebral.

Em que local ou escrito da Bíblia que dizendo que religião tem que ser imposta? Porque filhos de evangélicos não poder ser Espíritas, ou messiânicos?

O Fanatismo se transforma em intolerância religiosa e cegueira para discernir e ponderar outras possibilidades a não ser as regras impostas pela doutrina religiosa escolhida.

Algum de vocês que lêem esse espaço virtual já parou e pensou nisso? Esse ano eu comecei umas reflexões seqüenciadas que estão dando prazer e trabalho para degustá-las. Vivemos num processo constante de antropofagia cultural. Como mudar isso? De que maneira podemos ser diferentes sem agredir ou sermos agredidos? Respeito é uma saída possível.

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~ por Luiz Ribeiro em 21/01/2010.

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