Paciência e Persistência

Você é o que T$m? As pessoas se aproximam ou se afastam de você pelo seu temperamento, carisma, qualidades, defeitos ou pelo seu “bolso”? Toda relação é um escambo de interesses?…

Não me amarrar dinheiro não, mas formosura, dinheiro não, a pele escura, dinheiro não a carne dura […] Mas a cultura, mas elegância. (VELOSO)

Dim, dim, dim, dinheiro. É só ele faltar dá o desespero; nesse mundo não dá pra viver sem dinheiro; pra poder comprar telefone, bip, celular, pra poder pagar contas que vão atrasar.
Dinheiro! Para passear, ir ao cinema, num shopping, num bar, a gente precisa, precisa de dinheiro […] Pra poder pagar um curso de vestibular, para colocar gasolina para o carro andar, para condução, pegar táxi, buzu, avião, andar de trem ou de metrozão, para colocar as crianças para estudar, para poder pagar cheque para não voltar, pra poder comprar uma casa pra você morar, aluguel é duro pagar. Tudo, tudo, tudo é dinheiro. Dinheiro, dinheiro, dinheiro, dim, dim (RODRIGUINHO, BOZZO BARRETTI)

Passar um longo período desempregado nunca passou pela minha cabeça. Como é difícil adequar seu padrão de vida com pouca grana e administrar tudo isso.

Ter que retornar ao “você pode me dar mãe?” ou começar a usar negativas como: “não vou ou não posso porque não tenho dinheiro” são situações inibidoras.

Estar sem dinheiro é terrível, pois ele é uma ferramenta essencial para o convívio e inclusão social. As estruturas ao seu redor requerem contribuições financeiras mensais, diárias, anuais ou esporádicas. Ter ou não dinheiro é argumento de inclusão ou exclusão. Você se vê, muitas vezes, numa situação constrangedora.

Penso nas pessoas que vivem na linha abaixo da pobreza não tendo como comer, onde dormir, o que vestir, saneamento básico, itens básicos de saúde e higiene. Sinto-me injusto por reclamar da minha situação, pois, mesmo desempregado, tendo os bens básicos e de luxo sustentados por minha mãe. Eu só perdi momentaneamente minha autonomia financeira.

Outro incomodo são minhas, dívidas adquiridas anteriormente ao meu desemprego. Juros são instrumentos desleais da economia. O tempo vira inimigo em potencial. Com restrições orçamentárias fica complicado sanar ou negociar dívidas. Pedir empréstimo nem pensar, pois não existe um prazo específico para se empregar novamente. Sortear “quem pagar primeiro?; o que pagar?; como farei para quitar?” são questões enlouquecedoras.

É horrível receber cartas e ou ligações de cobrança. A desculpa torna-se corriqueira: “Moça, infelizmente fiquei desempregado, logo, não tenho dinheiro para pagar”

Obs.: Quero deixar claro que o meu desemprego foi voluntário, pois a empresa na qual trabalhava não me satisfazia mais. A rotina, as intrigas, a monotonia me desestimularam. Mesmo recebendo salário fixo meu humor, minha felicidade e satisfação erram sentimentos escassos. Entretanto eu acreditava que estaria empregado sequencialmente.

LADO POSITIVO

Estou tendo a oportunidade de fazer meu curso superior numa área que eu gosto. Desejo gerar frutos do meu talento e dedicação. Faço parte de uma minoria que tem acesso ao ensino superior e sou grato a isso.

Conquistei um estágio no qual ganho desconto na mensalidade da faculdade ajudando minha mãe com a despesa.

Assistindo o Reality Show Global, No Limite, comecei a pensar sobre os percalços da vida e até onde vamos, a que limite psicológico e físico chegamos, por dinheiro.  Comparando com o Big Brother Brasil, no qual os competidores partilharam do conforto de uma mansão luxuosa, com sol, piscina, academia de ginástica, música ambiente, água encanada, festas temáticas onde as provas exigiam força, inteligência, sorte e resistência valendo o prêmio de um milhão de reais; os concorrentes de No Limite dormem ao relento, vivem sem conforto, convivendo com mosquitos, falta de higiene, odores corpóreos, sol quente da cabeça, noites frias, onde é preciso “caçar” a sua sobrevivência para ganhar o prêmio R$ 500.000,00. Vale a pena?  Qual o custo de oportunidade em jogo?

Sinto que me falta coragem, gana, sagacidade para buscar, sem esmorecer, um emprego. Recomeçar é sempre algo delicado, porém necessário. Vencer nossos medos faz parte do processo, transformando-os em aliados, utilizando os elementos deles como impulso e estímulo.

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~ por Luiz Ribeiro em 28/08/2009.

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