Lágrimas

Porque há de ser o sonho tão breve,
Durar tão pouco, meu amor?
O sonho tem o efêmero sabor
Da frase que se pensa e não se escreve.

Passa, mas deixa como um cofre
Antigo, de metal lavrado,
Um pouco do perfume do Passado
E um resto de infortúnio de quem sofre.

Passa, mas sempre fica a flama
De uma saudade benfazeja:
Perfume do pescoço que se beija,
Sombra do corpo da mulher que se ama.

Depois, no fundo da alma doida,
É que sentimos para nós crescer
Essa imensa vontade de morrer
e esse indiferentismo pela vida…

Olegário Marianno (http://spleenbored-minhaspoesiasfavoritas.blogspot.com/2007_06_19_archive.html)

Após uma conversa densa que tive hoje, muitas lágrimas rolaram da minha face. Um sentimento de impotência permeia meu ser desconcertando meu dia, meu momento de extrema felicidade. Espero que tudo isso passe rapidamente e amanhã, quando acordar, lembre dos acontecimentos como um pesadelo. Para mim é difícil pronunciar a frase “Eu te amo”, pois existe uma profundidade nesse conjunto de palavras. Eu estava conseguindo superar meus medos para falar, mas acho que não terei essa oportunidade. Na verdade a oportunidade foi ceifada, mesmo assim, não desistirei, farei com que o momento chegue e seja marcante.

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~ por Luiz Ribeiro em 08/07/2009.

Uma resposta to “Lágrimas”

  1. Momentos suaves deixam marcas leves. Momentos densos deixam marcas. A opção está na escolha entre a suavidade do aprendizado e aemoção revigorante. Soret!

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