Medos

O medo

Depois do amor se faz necessário falar dos medos que norteiam, positiva e negativamente, nossa vida e delimitam nosso comportamento. Quem nunca ouviu da mãe: “se comporte ou o Homem do Saco vem te pegar”; “Faça ‘assim’ ou vai ficar preso no escuro”; “vá para o canto pensar no que fez” entre outros. Nossa educação a permeada de limites (área demarcada pelos medos, receios, traumas, fobias). Quando uma criança é mordida por um cachorro aquilo, o fato, pode se tornar um registro de dor (traumático) e essa criança, a depender do acompanhamento psicológico, ficará limitado a ter contato com qualquer tipo de cachorro, porém existem medos benéficos que impedem o homem a cometer atrocidades, ou irracionalidades como, por exemplo, colocar o dedo numa tomada elétrica ou ficar perto do fogão com alimentos ao fogo. Nesse contato forçado com nossos mais íntimos sentimentos lidamos com os mistérios da vida.  

Temos receio de fracassar nas nossas empreitadas, vida amorosa, acadêmica e na vida em si. Esse medo às vezes nos impulsiona a superar barreiras impostas e outras vezes nos limita a inércia ou a estática da ação. Precisamos esquecer, muitas vezes, a humildade e sermos convencidos, acreditando nas nossas conquistas, valorizando esforços, qualidades, peitando as criticas destrutivas analisando com cautela as opiniões detalhadas e respeitando os mestres que permeiam a vida. Somos mestres de nós mesmos e as chaves dos mistérios estão nos baús da nossa subjetividade. Atualmente as terapias conduzem os indivíduos a mergulhar dentro de si e assim se conhecerem melhor (autoconhecimento) para interagir com o todo.

“Viver e não ter a vergonha de ser feliz” (Gonzaguinha)

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~ por Luiz Ribeiro em 02/07/2009.

Uma resposta to “Medos”

  1. O medo acompanha o homem em todos os períodos de sua existência. Choramos ao ter medo do desconhecido ao sair do ventre da madre, temos medo das novidades ao longo da infância e juventude – muitas vezes até enfrentamos com perspicácia, mas o medo faz-se presente. Temos medo de amar, de “desamar” e amar de novo. Temos medo do novo. Nós temos medo do que é novo; do desconhecido, do que não temos o domínio. E quando isso acontece nos apegamos a DEUS, pedimos força, sabedoria para lidar com a dificuldade e acreditamos, superar (Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! – Mateus 14:30). Assim este sentimento de desconforto que muitas vezes nos impulsiona ou nos limita é como um alimento da nossa alma para construirmos as linhas da nossa história com experiência e força.

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